As lágrimas já estão presentes, marcando a presença em mais uma confissão desesperada sobre a dor. Torne-se menos doloroso - pedi a Deus. Não precisei olhar no espelho e ver meu reflexo, eu sabia que as coisas não estavam indo bem. Só havia palavras vazias que não denotavam sentido algum, eu tentava, mas era falha. Pois é, queria falar que está tudo confuso, que meu coração não aguenta tanta dor e tanta mágoa. As coisas não estão fáceis, porque até pra pisar no chão doí. Não consigo, eu repeti cansada de tentar dar explicações. Busquei, juro, nas mais simples palavras explicar que não é fácil, nunca foi e que amar era pra gente forte. Eu não consigo mais amar, não aguento a dor - disse a Deus em mais uma súplica. Então desisti, desisti de amar, de caminhar, desisti de mim mesma, desisti de tudo.
Existo, mais do que isso tornou-se impossível.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
In devaneios noturnos 01

Quando eu notei já tinha rabiscado seu nome no canto do meu caderno e feito corações ao redor dele. Por que eu estou fazendo isso? pensava tentando desviar os meus pensamentos. Talvez sua voz tenha se tornado doce demais com o tempo, talvez meus sorrisos tenham ficado mais fáceis, talvez suas palavras tenham se mostrado mais sólidas. Desejo-te constantemente nos sonhos, consciência travessa que me prega diversas peças despertando os mais profundos desejos. Continua dormente, eu falei baixinho. Porque a minha mente chegara a conclusão que o talvez, não existira. Sua voz era realmente doce, meus sorrisos eram teus, tuas palavras foram sempre firmes. Continua dormente, a razão dava seu recado ao coração. Não que ele fosse atendê-lo, só desejo não era o suficiente. Rabisquei, dobrei e guardei a folha dentro dos daqueles livros que nunca iria ler, só pra evitar recaídas futuras.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Marcadas

Entre as borradas palavras no meu caderno e meu sorriso efusivo, me corre a lembrança um passado não tão distante, um tão doce e terno que me aconchego, pensando ser aquele travesseiro de plumas que você costumava carregar. Um pouco de café por favor, era um sábado com diversas nuvens e o café que costumavamos frequentar estava vazio em comparação aos outros dias. Você sorria enquanto acidentalmente eu me lambusava com chocolate, seus olhos pecorriam o andar de todos que passavam através do vidro, poucos passavam e mantinham um andar despreocupado, como invejava certa liberdade. Em meio jornais, beijos doces, uma xícara de café e um capuccino, eu mantinha meu olhar sobre cada gesto seu, e admirava cada detalhe por menor que fosse.
Era tarde, já sentia sua ausência na casa, no banco do café, nas noites estreladas, nas madrugadas interminavéis, no vazio da cama e no travesseiro que já não era nosso companheiro. Em papéis registrei as mais sinceras palavras e as lembranças mais dolorosas que pude recolher, deixei dobrada no canto da escravaninha esperando que as feridas secassem tão rápido quanto as lágrimas marcadas nela.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Dolorosas companhias

Dor não era só palavra, era meu cotidiano. Nunca mandava avisos sobre sua vinda, e foram raras, talvez nunca, ela tivesse feito um intervalo em minha vida. Em suas aparições repentinas convidados especias também davam a honra de sua presença. A saudade era a mais devastadora de todas, trazendo consigo todas as lembranças que deixei no esquecimento, parecia mais viva, mais colorida, algumas vezes cheguei á duvidar se poderia tocar de tão vividas que se mostravam. Mágoas se mostravam afiadas como um espada, cortando-me em pedaços, dilacerando meu interior. Meus pensamentos já eram confusos e desconexos, nada mais fazia sentido. Deitei minha cabeça sobre o travesseiro, deixando cair as lágrimas que guardei todo esse tempo. Entre os soluços descontrolados, me vi afundando na solidão, tinha sido constante. Agora era definitivo.
domingo, 19 de junho de 2011
Doses de loucura, parte três

Você quem vem me assombrando ao longo da noite em meus sonhos mais ternos e doces, me rodando a cada esquina que passo, pare, por favor. Ao acordar no meio da noite, percebo que a dor que tanto tenho evitado, vem me atormentar, ao olhar no espelho percebo o quanto isso teve m efeito devastador sobre mim. As olheiras profundas são provas da noite que mal durmo pensando, no que poderia ter sido. Minhas roupas falam por si quando me perguntam sobre como o dia tem sido. Tenho me arrastado ao longo do dia, tentando sobreviver ao massacre do amor na minha vida. E não está melhorando, o ciclo se torna repetitivo e constante, muitas dúvidas, nenhuma resposta. Deveria ter me escutado, escutado a maldita razão antes que o coração falasse por si, me dissesse que ainda poderia ser, quando o poderia nunca ser quer existiu. Agora me dei conta do quando perdi ao esperar, esperar que desse certo, esperar que fosse real. Querido ex-amor, ou devo dizer querido ex-pseudo amor, manter-me cega durante esse tempo só me tornou forte ao que poderá vir, juntei forças e criei escudos dentro de mim para que não venha cair novamente. Sinto informá-lo, que dentre todos essas palavras desconexas algo de grande significado tornou-se real. É sinto muito, mas eu consegui, me desfiz de tudo que me ligava a você, tratei de esquecer tudo aquilo e deixar morrer com o tempo. Finalmente, eu posso dizer adeus ao que nunca se quer me pertenceu.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Doses de loucura, parte dois

Novamente voltei a escrever, mas dessa vez as palavras estão sendo acompanhadas por lágrimas. É amor não está sendo fácil, demorei a perceber que no final não faria sentido, nada disso. Estive todo esse tempo depositando todas as cartas nesse amor incerto, eu errei em esperar de você a mesma intensidade. Amor insano o meu, lembro que a única forma de diminuir essa falta era te ter através dos sonhos, mas ultimamente você anda desaparecendo, sumindo aos poucos deixando tudo incompleto. Querido amor, tenho sentido a dor refletir através dos meus músculos, meu coração está se dilacerando aos poucos, ando me remoendo através de músicas, filmes e livros sobre amor. Mais um carta te escrevo, esperando que busque nas entrelinhas o significado disso tudo, te tenho aos pedaços e isso já não é suficiente. Quero-te por completo, sem vírgulas, sem pontos, sem interrupções ou afins. Vou te colocar no esquecimento para que não venha a tomar decisões precipitadas, vou buscar te esquecer antes que eu não consiga reverter todo essa situação.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Marcha fúnebre

Parecia uma melodia qualquer aos ouvidos alheios, Porém, era a marcha fúnebre. Ela decidira em meio a lágrimas e desilusões que ocorreram repetidamente, sem intervalos, e que se tornaram mais dolorosas a cada topada com a vida modificar alguns aspectos. Decidida a não se lamentar mais, desejou com todas as forças que lhe sobraram, esquecer, enterrar o que havia massacrado por todo esse tempo. Rasgou cartas que escrevera, cartas que recebera, apagou as belas mensagens que involutariamente não havia esquecido, tratou de erguer a cabeça porque doia andar com ela abaixada por muito tempo e riu, riu de todas as promessas que haviam-lhe feito, palavras bonitas e ensaidas, dos abraços sem amor, das brincadeiras sem graças, ela sorriu ao invés de chorar por tudo que havia machucado. E sem mais nem menos, a garota que todas encaravam indiferente havia se mostrado forte, e se transformara em uma mulher capaz de causar arrepios. Ao som da marcha fúnebre, enquanto enterrava seus sentimentos envelhecidos, suas mágoas escondidas, os presentes que ganhara em aniversários que não foram felizes, se desfez de tudo que a fazia mal e seguiu em frente em busca de tudo que ela havia perdido, na época que pensava que sentir dor era a única coisa a se fazer.
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